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"Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele?"
(Douglas Adams, 1952-2001)

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pseudos......


Pseudocultura

Por Luiz Mário de Melo e Silva*
 
A fusão da política com a religião, como ora assistimos, deixou comprovada aquilo que já não é mais possível escamotear o que vem ocorrendo há mais de 500 anos. Ou seja, a pseudocultura, ou atraso cultural.
Mas é necessário observar que tal revelação só foi possível como resultado justamente do uso de uma ferramenta que também é usada para manter a coisa ignorada, ferramenta esta que é a ciência.
Através da ciência podemos observar como ocorre parte do processo de alienação promovido pelo parlamento nacional com a eleição do deputado Marcos Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), pois, se a única coisa que não se pode duvidar, é a capacidade dos políticos profissionais em acertar cientificamente, nos bastidores, quem será aquele a desempenhar o papel de maestro do grande circo romano em que se vê inserida a sociedade (e por que não, a humanidade?), para desviar a atenção e, consequentemente, esconder coisas piores, como a corrupção e seus praticantes, por exemplo.
Sim, pois, tais profissionais são exímios arquitetos e engenheiros da obra de furtar, roubar – e até matar, se preciso for – e de, ao fim e ao cabo, engabelar os cidadãos/eleitores sobre atos de incomensurável potencial nefando para estes, como bem demonstra o show do deputado/pastor, ungido a garoto propaganda do teatro de horrores que é a política nacional, por obra e graça unicamente de seus pares. Não há nada de ruim para tais senhores em tal espetáculo, pois dele retirarão conclusões que será o norte para as próximas eleições, sempre em benefícios próprios.
Em que pese todos os ganhos que o Congresso Nacional apresentou, nada se equipara à evidente pseudocultura que viceja neste país, com a eleição de tal deputado para a presidência da citada comissão, haja vista que tal processo cultural se configura na prática permanente de não permitir que a cultura original, verdadeira - sui generis - de um povo se faça presente, exista. Pois o evento protagonizado pelo dito deputado e pelo CN, releva que, há mais de 500 anos, política e religião são a mesma coisa neste país, algo que pode ser comprovado por ocasião das mais importantes datas religiosas serem consideradas feriados nacional, sem o mínimo questionamento do CN.
A envergadura que possui a CDHM, sendo presidida pelo deputado/pastor Marcos Feliciano, tende a estar a serviço do retrocesso cultural (pseudocultura) pela influência que possui tal político profissional.
A desconstrução da tentativa do todo processo evolutivo da verdadeira cultura nacional, a cultura de raiz (ou a consolidação da cultura estrangeira/pseudocultura), fica evidente se comparar a atuação do dito deputado/pastor às atuações da ex-ministra e ex-candidata à presidência do Brasil, que também é religiosa e política profissional conhecidíssima, e que, nem por isso, se utilizou de privilegiada condição para fazer proselitismos pessoal até, como enseja o caso do deputado em questão.
Ainda, fazendo uso da comparação entre o político (Feliciano) e a política (Marina), a situação tende a se tornar deprimente e gravíssima por demonstrar que a política cultural petrificada neste solo é a pseudocultura, como imposição da cultura religiosa de outros povos, que se configura também numa imposição de um machismo velado, haja vista que todas as religiões têm a figura do macho como centro, como não poderia ser diferente já que todas foram inventadas pelos mesmos. Ou seja, no fundo, todas tendem a convergir para a veneração e, portanto, submissão ao macho.
Assim, podemos perceber que a ciência, tutelada pela classe dominante, desde seu surgimento, está a serviço da alienação, do atraso, da pseudocultura fundindo política e religião que mantém o status quo, muito bem defendido pelos políticos profissionais.


*Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)  
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel: 83636720 
Belém – Pará.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Poesia Amazônida (Infinitos aspectos)


Infinitos aspectos
(L. Mário)

Odeio amar o ódio.
Amo odiar o ódio.
Amo amar o ódio?
Odeio odiar o amor?

Não quero que me ame ou odeie.
 Mas suplico que ame e odeie
Com o mais íntimo de seu ser.
Para sentir o quão és  infinito aspectos da vida!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Naturezas

A natureza e deus

Por Luiz Mário de Melo e Silva 

Ao longo do tempo, o ser humano vem construindo sua história que desemboca em sociedades com modos peculiares de convivências, obviamente. Atualmente, porém, vemos delinear-se no horizonte uma nova sociedade que não é fruto de construção alguma, mas, ao contrário, é da destruição, para que houvesse seu conhecimento. É o caso de um mundo novo voltado para a valorização da natureza, pois, foi justamente em consequência da exaustão de seus recursos que chegamos (ou construímos?) a algo novo. Ou seja, ação humana direta.

Concomitante a isso a cultura floresce, deixando mais que evidente o quão fundamental é a importância da natureza, afinal, ela está na base de tudo, consolidando aquilo que se delineia com a prática humana. Que o digam os gregos antigos que, supostamente, entre tantos motivos, devido à carência de recursos naturais desenvolveram o culto à natureza por meio do culto de deuses, onde cada qual representava suas forças e elementos – sendo interessante notar a “invenção” de deuses, na cultura ocidental, sem que, no entanto, os gregos se arvorem como seus donos, como pretendem muitos religiosos (assunto para um momento oportuno).

Nesse sentido, a cultura grega criou uma espécie de fuga da miséria real para a riqueza ilusória (semelhante aos retirantes nordestinos), residindo talvez nisso a beleza da tragédia grega, que influenciou todo o mundo. Ou seja, na miséria (a fome), a invenção de deus é a solução (o alimento); como bem postulara Nietzsche: “o desejo de metafísica vem de uma fraqueza fisiológica”.

Ora, já não pode mais ser escamoteado o poder e a importância da natureza para a humanidade, pois, além de fomentadora de cultura, é incomparavelmente fonte de toda riqueza.

Ocorre que, como o ser humano se diferencia (?) dos outros animais pela cultura, reelaborando permanentemente e criando símbolos no espaço em que vive, tende a criar através da cultura um meio ambiente artificial, ou social, em oposição ao meio ambiente natural, sem, no entanto, nunca ter sido apartado verdadeiramente deste. 

E neste ponto reside uma grande confusão sobre como deve caminhar o mundo. Sendo orientado por aqueles que pretendem preservar a natureza ou por quem quer explorá-la ao máximo, destruindo-a? É claro que isso envolve decisão política em nível mundial, enfatizando, todavia, a cultura daqueles que sempre preservaram a natureza, onde a biodiversidade deve ser a referência, pois ela é de suma importância para compreender e organizar as mais variadas formas de culturas, ou o multiculturalismo, assim como se organizam as mais variadas formas de vida, numa perfeita simbiose. Há que se atentar para o darwinismo social como o mais perfeito modelo de meio ambiente artificial, na atual sociedade capitalista e suas consequências.

Em meio a essa questão, não há como negar o papel da ciência, afinal, como linguagem refinada da natureza ela não pode estar tutelada para servir como mecanismo de controle político com consequência fatal para a humanidade, pois, apresar de todo avanço científico conhecido não há como escamotear  que a miséria permanente  e os riscos para o planeta são assustadores, justo porque a ciência está sujeita a caprichos de uns poucos em detrimento da maioria. Dai que, as experiências culturais de muitos povos que existem em consonância com a preservação da natureza tem de ser utilizadas como modelo de uma nova sociedade mundial, pois embora pareça simplória a visão de quem vive direto em contato com o meio ambiente natural, produzindo sua própria existência, não se pode negar que o indivíduo nessas condições não possui um entendimento  fragmentado do espaço em que vive.

Ao contrário, é riquíssimo o sentido de harmonia que possui - é tanto que parece um ser indolente, sem aparente necessidade de esforço para sua manutenção, justamente por possuir todos os recursos necessários para sua realidade, conseguindo perceber a perfeita relação que há na natureza. Um excelente exemplo dessa visão é a fotografia em que as copas das árvores da beira do rio se tocam, embora apareçam separadas pelo próprio rio. Ora, há algo mais unificador que a água? Outro exemplo ocorre com a população ribeirinha que convive entre o rio, o chão firme e a floresta. Ora, querer então que a natureza seja representada por apenas um de seus elementos é realimentar o ponto de vista grego de natureza que não corresponde, sobretudo no ambiente amazônico, que dirá mundial. Ou seja, uma perspectiva reducionista.

 
(Foto: Paulo Guilherme Pinheiro II, 2012. Publicada em: Burrizes)

Alguém poderia observar que há uma semelhança entre a história de colonização das cidades gregas e o Brasil, onde ambos sofreram a invasão de vários povos, levando-os ter um povo miscigenado, e consequentemente uma cultura riquíssima. O corre que, diferente do Brasil, a Grécia Antiga não teve seus nativos desconsiderados, escravizados, em parte, até, ainda que esse período seja conhecido como período Homérico, Idade Média Grega ou Idade das Trevas, época em que prevalecia a mitologia, e por meio dela pudesse haver uma relação mais respeitosa com a natureza, ainda que não de toda verdadeira, pois nela não há deuses e, sim, a vida como o centro de tudo que não faz distinção do mais simples ao mais complexo dos seres. Ao contrário do Brasil que todos conhecem o porquê da colonização.

Nesse sentido, fragmentar a natureza pra tentar entender e dominá-la  é o mesmo que separar o cérebro do corpo para falar do ser humano completo ou separar a semente do chão fértil e pretender que se torne árvore com bons frutos. Ou, ainda, achar que deus tem alguma importância sem a existência o ser humano, para venerá-lo(?), haja vista que ele (ser humano) é a natureza condensada.


* Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: 83636720
Icoaraci – Belém – Pará

domingo, 13 de janeiro de 2013

Posia Amazônida ()

--> Um assassino
na noite
o crime a silenciar
cortinas levantadas
justificativas arranjadas
sugadas no bueiro
da calçado, depois da chuva

Cenas partidas
Memórias de um futuro distante
A insegurança de ser você
Produzir na insônia insólita solitária
Dessa noite feliz por estar com você
Lampejos de uma mente cansada
Onde a caneta ganha semi-vida

Flutuando para levitar
Mas isso é antigo
Desde a infância


Madrugada, 07/01/2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Poesia Amazônida (Apenas mais um. Ou uma.)

Apenas mais um. Ou uma.

Por Luiz Mário de Melo e Silva*

Mais um dia, entre tantos outros a luz do sol povoou minha retina.
Mas, e a luz da lua?
Sob a qual as bruxas vagueiam em suas vassouras?
Levando sua força; e cura;
E amor; e conforto; e tanto mais?
O sol: “O cara!”
Que raia sobre aqueles que querem a fama.
A notícia do dia seguinte.
Que acordam mais tarde,
Querendo ser o seu senhor?
A referência para o novo dia? O novo ano?
A esse senhor, agradeço por me fazer enxergar...
A Bruxa!!! Me fazer olhar com seuzolhos.
Ah! Quanta falta faz uma bruxa!!!!
Que cura na escuridão da floresta.
Que vela pelos sonos, e sonhos, alheios.
Que, enquanto é apedrejada,
Incorpora a armadura para lutar pelos seus.
Joana d’arc é seu nome, entre tantas Marias, Raimundas, Cremildas...
Idas e vindas da vida!
É o que os machos
Tardiamente, reconhecem.
Mas tudo bem!
A bruxa sob a luz da lua
Está no garçom, no porteiro, na enfermeira,
No policial, no vigia, no padre, no cachorro,
No amor à beira da praia... do rio...no doente...nos hospitais...nas penitenciárias....no povo.
Ah!, como o mundo seria melhor,
Se povoado de bruxinhas,
Fosse administrado pelas geradoras da vida...
Em apenas mais um dia...ou uma noite...

Observados pelos bombonzeiros e...papudinhos!



* Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: (91) 83636720

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Mestiçagem, AP 470, caixa-2,....


Cultura da hipocrisia

Por Luiz Mário de Melo e Silva
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br

A miscigenação até que poderia fazer do brasileiro um povo que supera todas as dificuldades. E que se supera. Mas o que seria o motivo para engrandecimento, ao contrário, é fonte para a derrocada.

Num país tropical, como o Brasil, o cruzamento inter-racial dotaria a população de capacidades para se adaptar e enfrentar as intempéries. Todavia, esse cruzamento estancou naquilo que mais se torna nocivo ao povo, ou seja, a cultura.

Se do ponto de vista biológico tal mestiçamento é benéfico, do cultural, não se pode dizer o mesmo, pois a tentativa de impor a cultura de uma “raça”, criou um ambiente onde viceja a corrupção, numa envergadura nunca antes vista no mundo. Ou seja, é a cultura da hipocrisia.

Sim, porque, tomando como base duas autoridades do país, no caso o ex-presidente Lula e o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa  e, sobretudo, suas respectivas histórias e origens semelhantes haveria de se acreditar que ambas estariam irmanadas no trabalho de fazer deste um país soberano onde vigora a igualdade, a fraternidade, a liberdade e – em última instância - a justiça.

Mas não é isso que ocorre. E esse fato pode ser observado nas críticas que o ministro Joaquim Barbosa recebeu e ainda recebe por parte de muitas pessoas que têm profundos vínculos (ou devem a própria vida, as suas existências) a partidos políticos, como se eles fossem a razão de ser de uma sociedade moderna e não feudal, como ora acreditam - e se comportam - algumas dessas organizações, talvez até criminosas.

Ora, as opiniões raivosas não têm sentido, pois a atitude do ministro foi a mais correta possível, e não poderia deixar de ser, ao seguir, ou prosseguir, na busca da verdade a partir da constatação da maior autoridade do país, à época o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto a prática do crime de “caixa 2”, utilizada por seu partido e os demais, em entrevista pública.

Tanta celeuma em torno da Ação Penal 470, popularmente conhecida como “mensalão”, julgada pelo STF, para esconder o óbvio constatado por duas autoridades públicas, tende a uma finalidade: manter a sangria dos cofres públicos. A corrupção.

Ou seja, uma pequena classe (ou “raça”) se prevalece do uso de todas as condições possíveis e imagináveis para ludibriar e impor sua cultura (ou sua razão) a um país. É tanto que o partido que foi atingido em cheio por esse crime, não faz questão de fazer aquilo que pregava na sua origem, ou seja, a união popular, exigindo em praça pública a apuração a fundo do começo e o desenrolar dessa, e de toda, trama macabra que vitima o povo. É estranho. Muito estranho! Será que o esquecimento (para não dizer outra coisa) dessa característica, tão peculiar, que lhe valeu o reconhecimento como o partido mais ético, tem por finalidade fazer valer a cultura da hipocrisia? Ou será  que já está valendo, se tomarmos esta como a República da Corrupção, pois os fatos só se avolumam, numa proporção como nunca antes na História? Estariam tentando poupar alguém? A miscigenação política criou a anticultura, para a miséria de um povo.

Mas como estamos falando de um povo miscigenado, acredito piamente que é possível vencer essa, agora, anticultura desde que aqueles que possuem alguma informação contrária a ela, possa compartilhar com a população para que se proteja, se defenda. Ficar calado sobre ela é alimentá-la. É nutrir a corrupção.

Ou seguir o exemplo da juventude rebelde que não se curva diante de um tempo em que pregar uma coisa mas praticar outra é a vírtu (lembrando Maquiavel). Os exemplos são muitos. Há até aqueles que morrem levados pela hipocrisia (consumo de drogas) mas não se rendem, não se entregam a ela.

Burrizes...

(Até onde vai) o limite de um bosque(?)

fdfd

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Política, superestrutura, sociedade, natureza...

Política em ação
Por Luiz Mário de Melo e Silva*

Já foi dito que “a política é a continuação da guerra por outros meios” e sendo o homem um animal político, segundo Aristóteles, há de se convir que ele vive em permanente estado de guerra - ainda que, aparentemente, não declarado -, ao contrário do que postulara Thomas Hobbes, com seu Leviatã.

Tal situação foi perfeitamente delineada por Karl Marx ao revelar os meandros da luta de classes (ainda que não tenha sido o primeiro a abordar a questão), tendo a economia como fator principal dessa luta que coloca de lados opostos patrões e empregados - esclarecendo, portanto, o sentido exato de política como defesa de interesses e ideias (o que não ocorreu com Maquiavel e Hobbes, pois, embora houvessem retirado o poder das mãos do clero apenas o transferiram aos monarcas, sendo que Hobbes defende a ideia de um estado absoluto, e escamoteando o sentido exato de política mantém, porém, o status quo de uma classe em detrimento de outra muito maior, como se observa até hoje).    

Ora, se política se define como citado acima, por que, então, a grande maioria (o povo) parece aguardar por decisões alheias a si? Óbvio que a resposta é porque, citando novamente Marx, a ideia dominante é a ideia da classe dominante. Ou seja, a burguesia capitalista impõe sua  vontade por meio da superestrutura moldada com sua ideologia, dissimulada no interesse geral movido por uma “mão invisível”- é claro que ela move apenas o capitalismo; bem como movia a fé na Idade Média em favor da Igreja. Isto é, é manco. Logo, é  tendencioso, contrário ao que diz a política.

Haverá quem discorde, mas defender ideias e interesses que não sejam pessoais, pode até ser imaginado como política, mas é algo tão superficial que quem a faz certamente é ludibriada constantemente para seu próprio prejuízo, como acontece como o povo que serve de bucha de canhão para o projeto (interesse) de poder dos políticos profissionais. Neste sentido, o povo não faz política, embora seja sua matéria prima.

É claro que o motivo não é a falta de educação, pois, embora exista, é algo que bitola, produzindo imbecis para servir de massa de manobra. Algumas religiões, por exemplo, são bastantes explícitas quanto a isso, que não à toa, criam fanáticos.

Contudo, para melhor compreensão do conceito de política em tela, seria interessante observá-la em grupos bem definidos como servidores públicos concursados, servidores temporários, profissionais liberais, comerciantes e, sobretudo, a elite que têm seus interesses bem definidos, ao contrário da avaliação feita por classe social, onde a ideia de povo é aplicada, levando à conclusão que ele foi contemplado em seu anseio, coisa que não se verifica na pratica, pela permanente condição de penúria em que vive.

Neste sentido, pode-se perceber, então, a política em ação engendrando as relações sociais sem que, no entanto, seja vista como apanágio de uma pequena classe (elite) sob pena de haver uma sociedade doentia, como, aliás, já se observa com a violência crescente, o consumo de drogas, sobretudo, entre jovens (e adolescentes), por exemplo,  para quem, elas (as drogas) parece ter tomado o lugar da perspectiva de melhores condições de vida.

Portanto, nada mais natural fazer política para entender - e viver - a sociedade, haja vista ser ela o ethos civilizatório e daí a cura – ainda que atualmente seja mais a causa – para as doenças sociais. Pois, assim como o antídoto para o veneno da cobra está na própria cobra, a solução para os problemas sociais encontra-se na própria sociedade. Ou seja, na política desde que praticada, conscientemente por todos, no sentido aqui apresentado.

* Coord.do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br
Tel.: 83636720
Icoaraci – Belém – Pará