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"Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele?"
(Douglas Adams, 1952-2001)

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Poesia Amazônida

MENINA
(Nedaulino da Silveira, "Nidau". In: Caiporismo e outros poemas)


Menina no mundo

Menina feliz

Menina pequena

Nem sabe o que diz

Não chora? não sofre?

Menina crescendo...

Paixão nascendo...

Menina ficando

O tempo passando

Que pena menina

Começando a chorar

Porque, tu menina,

Foste brincar de amar
?

O fim da picada

Não há como deixar de pensar que a grande maioria dos brasileiros está num mato sem cachorro, embora não perceba isso por estar iludida pela euforia proporcionada pelos programas assistencialistas, que embota (?) sua visão.

O motivo para esse mal é quanto à possível eleição da atual Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a presidência do País, pois o que se vê, por parte do presidente Lula, é nada mais, nada menos que uma mentira de proporções amazônicas sendo empurrada goela abaixo dos eleitores muito antes das eleições.

Como todos sabem, a Sra. Dilma nunca teve um mandado parlamentar (embora isso não seja pré-requisito para ser candidato), o que contribui muitíssimo para o cargo que pretende, pois mantém o candidato em evidência, fazendo-o conhecido do eleitor. E justamente por falta disso, o presidente não se furta em fazer algo que possa tornar sua pupila a mais popular possível.

É aí que a porca torce o rabo. Pois para ser político profissional a mentira, esta sim, como um imperativo categórico, é algo imprescindível; e isso a Ministra vem galgando com grande denodo. Primeiro, a simpatia que procura demonstrar é de uma representação sem par, depois, há a questão do diploma apresentado com informações inconsistentes, outro fato é a falta de provas quanto à tortura sofrida na época em que disse combater a ditadura militar no Brasil.

Como se vê, a bagagem da candidata de Lula é mais falsa que fundo de cartola de mágico de circo de quinta categoria, mais parece suficiente para treiná-la no jogo de fingimento como requer o processo eleitoral.

Somado a isso, há a aliança com o PMDB de José Sarney, “Honorável bandido”, conforme o jornalista Palmério Dória, e Jader Barbalho, “que dispensa apresentações”, segundo um jornal desta cidade. O que pode fazer com que a pré-candidata tenha como vice o neo-cristão peemedebista Henrique Meireles, atual presidente do Banco Central.

A ser confirmada essa hipótese, será o fim da picada, pois desfaz de vez a idéia de que a Sra. Rousseff “sempre lutou” pela liberdade do País, quando o BACEN é canino na defesa da política econômica neo-liberal que impõe corte de verbas para as áreas da saúde e da educação, para manter um superávit primário que seu padrinho vociferava em dizer ser criminoso no governo anterior. E o que é pior: a dobradinha tende a fazer da possível eleita marionete, onde Meireles comandaria os cordéis dos bastidores (vice-presidência), confirmando a farsa da política profissional em que está ser tornando a Sra. Rousseff.

Autor: Luiz Mário de Melo e Silva (Icoaraci – Belém – Pará)

e-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br

Poesia Amazônida

AMIGO

(Nedaulino da Silveira, "Nidau". In: Caiporismo e outros poemas)


Amigo

É muito de mim colocado em alguém

É como que o “eu” colocado em “ti”

É um “tu” em mim repousando,

esperança embalando no seio sincero.

É um abraço fraterno, um olhar materno

Ao amigo que presa

O tempo é em flor, é inverno, é verão

Sinto bem perto o amigo sincero.

Mas se chega o avesso

Tudo se acaba

E só tristeza vem me assaltar

Tenho um amigo

De risos nos lábios,

e no olhar segurança

Como que a dizer: reparte essa dor!

Nem tudo é amor

Nem tudo é só flor

Não existe temor

Não chora não sofre

Esquece a tristeza

Vem pra mim

Eu sou a certeza

De paz e amor

Que acaba com a dor

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Chama Verequete

Documentário sobre o Rei do Carimbó, Mestre Verequete, Augusto Gomes Rodrigues (1916 - 2009).

PARTE I



PARTE II

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O apagão e Belo Monte

A construção da UHE-Belo Monte é, há mais de 20 anos, o grande pilar da propaganda governamental para resolver o possível problema da falta de energia elétrica no país. Como propaganda é a “alma” do negócio (os governos não escondem que conhecem e levam a risca esta regra, quase a transformando em um axioma!) de uma hora para outra os mitos saem dos contos e são materializados.

Mas o que o apagão ocorrido em 10 de novembro de 2009, o qual atingiu 18 estados brasileiros, tem com Belo Monte? Tudo! Dias após o blackout as discussões sobre o novo-velho colosso de concreto voltou à pauta do governo federal. Os entraves (para o governo) dos custos ambientais agora podem ser ponderados com a propaganda (transformada em verdade absoluta) da necessidade de construção da usina na grande volta do rio Xingu.

Embora as explicações sobre o que levou ao apagão ainda não terem saído do plano das especulações (achismo!), vide o novo instituto consultado pelo governo: Fundação Cacique Cobra Coral (mal-aventurados aqueles que trabalham em órgãos federais de pesquisa, ciência e tecnologia), há de se perguntar: quem será o culpado, se houver? Pois o sistema de transmissão de energia é completamente informatizado, portanto, rapidamente o histórico do que realmente levou ao apagão pode ser recuperado. Basta vontade!

Infelizmente, a construção de novas barragens no Inferno Verde é um resultado exato, total platonismo, sem erro (incerteza) – o que diria Werner Heisenberg? – na equação governamental da geração de energia elétrica brasileira.

Autor: Paulo Guilherme Pinheiro; pauloguilhermez@yahoo.com.br
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OBS: Uma versão deste foi publicada no jornal Diário do Pará, espaço do leitor, em 24 de novembro de 2009.

sábado, 21 de novembro de 2009

Dieta da Cesta Básica - Programa CQC

A última grande descoberta que o Brasil fez há muito tempo! Não precisamos mais de nutricionistas, basta seguirmos a dieta da cesta básica! Na verdade, moribundos não precisam de nada, né!?!
Com vocês:

PARTE I




PARTE II




PARTE III

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Poema da Foda

Neste Brasil imenso quando chega o verão,

Não há ser humano que não fique com tesão.

É uma Terra danada, um paraíso perdido.

Onde todo mundo fode, onde todo mundo é fodido.

Fodem mosca e mosquitos, fodem aranha, escopião.

Fodem pulgas e carrapatos, fodem empregados com patrão.

Os brancos fodem os negro com grande consentimento.

Os noivos fodem as noivas muito antes do casamento.

General fode tenente, coronel fode o capitão.

E o presidente da República vive fodendo a Nação!

O frei fode a freira, o padre fode o sacristão.

Até na igreja do crente o pastor fode o irmão.

Todos fodem neste mundo, num capricho derradeiro,

E o danado do dentista vive fodendo a mulher do padeiro.

Parece que a Natureza vem a todos nos dizer,

Que vivemos neste mundo somente para foder.

E você meu nobre amigo que está agora a se entreter,

Se não gostou da poesia, levante-se e vá se foder!

Autor desconhecido.

Se fosse conhecido, tava fodido.

Ahahahah!

Porcarias

A máxima que a história no primeiro momento se apresenta como tragédia e no segundo, como farsa, segundo Karl Marx, pode ser comprovada por ocasião do sorteio do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas 2016.

Rememorando o período de “descobrimento” do Brasil, conta a história que, ao chegar aqui, os portugueses, para conquistar os nativos, distribuíam bugiganga e outros coisas mais que pudessem servir aos seus objetivos de dominação – ou seja, iludiam os incautos.

Algo semelhante ocorre com as Olimpíadas e a Copa do Mundo, pois vencer países de primeiro mundo na disputa, contando ainda com a desistência da cidade de Chicago – EUA, é novidade para um país periférico.

Como não existe jantar de graça, como sabe o mundo político, não é demais imaginar que há interesses outros para a vitória do Brasil. Ora, o exemplo de Chicago, demonstra que há algo mais importante que os jogos olímpicos, e certamente é de significado que impacta a sociedade mundial.

A questão, então, é a que envolve o meio ambiente, pois, para os países que esgotaram seus recursos, ou estão em vias de esgotá-los, o domínio das discussões sobre o meio ambiente, garantindo o domínio sobre ele, certamente deixará o seu detentor à frente das demais nações.

Qual o custo de oportunidade em “investir” nas olimpíadas e no futebol e não em meio ambiente? Esta é a pergunta que não quer calar e é escamoteada ao povo brasileiro. O que certamente não ocorre aos países de primeiro mundo, que não se satisfazem com porcarias, como deveria ser para toda a humanidade.

Uma tragédia é demais. Permanecer nela é genocídio, holocausto, etc.

Autor: Luiz Mário de Melo e Silva; luizmario_silva@yahoo.com.br