Caríssimos,
desde o dia 10 de abril de 2015, O PIRATA 2 passou a ser hospedado no endereço http://opirata2.wordpress.com. Portanto, a partir de agora, as "navegações" do(S) Pirata(S) estarão publicadas lá.
Abraços,
segunda-feira, 20 de abril de 2015
sexta-feira, 20 de junho de 2014
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Poesia Amazônida: Reflexões
REFLEXÕES
“É em seu leito de morte que o homem alcança a plenitude de sua existência”.
“É preferível a liberdade do anonimato à escravidão da fama”.
“A razão almeja o poder”.
“O ser humano é um animal para fazer e conhecer “.
“A natureza se acha condensada no ser humano, onde a arte e a ciência são suas linguagens refinadas e a inteligência, seu mais sublime subproduto”.
“A homoafetiva que pari tende a ter uma melhor compreensão da vida”.
“É em seu leito de morte que o homem alcança a plenitude de sua existência”.
“É preferível a liberdade do anonimato à escravidão da fama”.
“A razão almeja o poder”.
“O ser humano é um animal para fazer e conhecer “.
“A natureza se acha condensada no ser humano, onde a arte e a ciência são suas linguagens refinadas e a inteligência, seu mais sublime subproduto”.
“A homoafetiva que pari tende a ter uma melhor compreensão da vida”.
“A ignorância é absoluta e o conhecimento relativo”
quarta-feira, 5 de junho de 2013
(H) Á TESTEMUNHA
Por Luiz Mário de Melo e Silva
DO MEU TEMPLO VI
UM HOMEM SENDO EXPULSO DE SUA CASA,
PORQUE PEDIA ESCLARECIMENTOS.
DO MEU TEMPLO VI
UM HOMEM VELHO E EMBRIAGADO
SENDO EXPULSO DE UMA BAIUCA
E SER AGREDIDO DEPOIS DE JOGADO NA RUA.
AO MEU TEMPLO IMPUSERAM
QUE HAVIA UM HOMEM CONTRA TUDO ISSO.
MENTIRA!!!
POIS DO MEU TEMPLO VI SOMENTE
O POVO EXPULSO DE SUA CASA,
VI O POVO AGREDIDO NA RUA,
NÃO VI AQUELE QUE TODOS DIZIAM SEGUIR
SEU ENSINAMENTO A FAVOR DO POVO.
MENTIRA!!!
TODOS QUE EXPULSAM O POVO,
AGRIDEM O POVO
E DIZEM SEGUIR ALGUM ENSINAMENTO
EM FAVOR DO POVO, MENTEM!
ELES QUEREM O PODER
PRATICAM A CULTURA DO PODER.
(H) Á TESTEMUNHA/LUIZ MÁRIO).
Por Luiz Mário de Melo e Silva
DO MEU TEMPLO VI
UM HOMEM SENDO EXPULSO DE SUA CASA,
PORQUE PEDIA ESCLARECIMENTOS.
DO MEU TEMPLO VI
UM HOMEM VELHO E EMBRIAGADO
SENDO EXPULSO DE UMA BAIUCA
E SER AGREDIDO DEPOIS DE JOGADO NA RUA.
AO MEU TEMPLO IMPUSERAM
QUE HAVIA UM HOMEM CONTRA TUDO ISSO.
MENTIRA!!!
POIS DO MEU TEMPLO VI SOMENTE
O POVO EXPULSO DE SUA CASA,
VI O POVO AGREDIDO NA RUA,
NÃO VI AQUELE QUE TODOS DIZIAM SEGUIR
SEU ENSINAMENTO A FAVOR DO POVO.
MENTIRA!!!
TODOS QUE EXPULSAM O POVO,
AGRIDEM O POVO
E DIZEM SEGUIR ALGUM ENSINAMENTO
EM FAVOR DO POVO, MENTEM!
ELES QUEREM O PODER
PRATICAM A CULTURA DO PODER.
(H) Á TESTEMUNHA/LUIZ MÁRIO).
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Resposta de Zilma Ferreira ao texto "A CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO CIENTÍFICO: O OBSERVADOR E O OBSERVADO"
As Ciências da natureza são consideradas as pioneiras e a base da
idéia de cientificidade, no entanto, não está absolutamente
comprovado que já atingiram sua expressão adequada. A física
quântica com suas descobertas e a teoria da relatividade, entre
outros temas científicos, está revolucionando no seu campo as
idéias de espaço, de tempo e de relações sujeito-objeto.
A cientificidade, portanto, tem que ser entendida e pensada como uma idéia reguladora de alta abstração e não como sinônimo de modelos e normas a serem seguidos. A trajetória histórica da ciência revela não um “a priori”, mas o que foi feito em determinado momento histórico como toda a relatividade do processo de conhecimento.
A cientificidade, portanto, tem que ser entendida e pensada como uma idéia reguladora de alta abstração e não como sinônimo de modelos e normas a serem seguidos. A trajetória histórica da ciência revela não um “a priori”, mas o que foi feito em determinado momento histórico como toda a relatividade do processo de conhecimento.
Nesse sentido, pode-se dizer que o trabalho científico tem duas direções:
- Elaboram suas teorias, seus métodos, seus princípios e estabelece seus resultados;
- Inventa, ratifica seu caminho, abandona certas vias e encaminha-se para certas direções privilegiadas.
Os investigadores ao fazer tal percurso eles tendem a aceitar os critérios da historicidade, da colaboração e, sobretudo, tem que se imbuir da humildade de quem sabe que qualquer conhecimento é aproximado, é construído.
Ora, se há uma idéia de vir a ser no conceito de cientificidade, não se pode trabalhar, nas Ciências Sociais, com a norma de cientificidade já construída.
O objeto de estudo das Ciências Sociais é histórico. Significa dizer que não é somente o investigador que dá sentido ao trabalho intelectual, mas os seres humanos, os grupos e, as sociedades dão significado e intencionalidade as suas ações e construções, na medida em que as estruturas sociais nada mais é que ações objetivadas.
Nas Ciências Sociais existe uma identidade entre sujeito e objeto, ou seja, na ciência o observador é parte de sua observação.
Outro aspecto é que as Ciências Sociais é intrínseca e extrinsecamente ideológica. E não se pode negar que toda ciência é comprometida, pois veicula interesses e visões de mundo, embora suas contribuições e seus efeitos teóricos e técnicos ultrapassem as intenções de seu desenvolvimento. No entanto, nas ciências físicas e biológicas ocorre de forma diferente do comprometimento social, pela natureza mesma do objeto que coloca ao investigador. Na investigação social, a relação entre o pesquisador e o seu objeto de estudo se estabelece definitivamente.
A visão de mundo do observador é do observado está implicada no processo de conhecimento desde a concepção do objeto, aos resultados do trabalho e à sua aplicação.
Por Zilma Ferreira (em 10/03/2010).
sexta-feira, 24 de maio de 2013
A
CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO CIENTÍFICO: O OBSERVADOR E O OBSERVADO
Por P.G. Pinheiro II
A física quântica[1]
colocou em xeque o papel do observador na ciência contemporânea[2].
Antes o pesquisador (observador) era considerado independente da sua pesquisa
(coisa observada). Detalhe que muitos ainda cultivam esta ideia, pois a ciência
ocidental se consolidou baseada no pensamento cartesiano[3].
Dentre o escopo da física quântica,
o Princípio da Incerteza, proposto
pelo físico Werner Heisenberg, teve um grande impacto sobre a maneira de fazer
ciência. Por este princípio ficou-se sabendo que grandezas físicas de outrora
não eram facilmente determinadas; por exemplo, posição e velocidade de um corpo
não são determinadas com exatidão, pois ao se medir um, o outro é
automaticamente afetado de maneira que a sua determinação exata fica imprecisa.
Este é somente um exemplo de como
os pesquisadores tiveram que reformular suas explicações da realidade a partir
dos trabalhos envolvendo o mundo subatômico. Neste ponto, se você for
questionador, irá rebater esta exposição com algo parecido com a afirmação:
“ah, mas isso só ocorre porque estamos falando de átomos, coisas muito
pequenas...”. Não esqueçamos que a ecologia[4]
– a qual não é determinista, apesar de muitos ecólogos teimarem nessa linha de
pensamento – nos ensina muito bem: dependendo da escala as explicações para um
mesmo fenômeno pode ser diferente. O próprio Heisenberg disse: “toda palavra e
todo conceito, por mais claros que possam parecer, têm apenas uma limitada gama
de aplicabilidade”[5].
No mundo quântico, “coisas”
sozinhas não fazem sentido. São as interconexões de determinam com o todo e a
parte será (é a própria ecologia!). Portanto, se o observador faz parte do
todo, ele não pode ser tratado como a parte e sim como construtor altamente
correlacionado com o que é observado. Então, se o resultado de uma pesquisa é
“vendido” como independente de quem realizou, duvide-o!
O Cientista (pesquisador ou
observador) não está isolado de seu trabalho, pois os seus resultados são
frutos de interconexões que não estão isoladas do seu ser e, consequentemente,
de sua mente (totalidade parcial heideggeriana[6]).
O produto do trabalho científico é, antes tudo, produto de conceitos,
pensamento e valores do pesquisador[7]
(o mal é para quem é bom, no entanto, o que é o mal para quem é mal?).
Se a ciência consiste busca pela
verdade, então, porque acreditar em uma verdade quando, por definição, está
sempre estará sendo procurada. Afinal, “se a ciência é a busca pela verdade,
por que não divulgarmos a maneira pela qual ela é feita?”[8].
[1] Ramo da física (surgida nas
primeiras décadas do século XX após os trabalhos de Max Planck, Albert
Einstein, Neils Bohr, Loius de Broglie, Werner Heisenberg, Erwin Schröndinger,
Wolfgang Pauli e Paul Dirac) que trata das explicações da natureza do mundo
subatômico.
[2] FRITJOT CAPRA. 1982. Ponto de Mutação. Editora Cultrix.
[3] Referente à filosofia
proposta pelo francês René Descartes
(), onde a coisa material (físico, corpo,...) está separado da coisa espiritual
(mente, alma, ...). O principal trabalho deste filósofo e alicerce do
pensamento científico é “O Discurso do Método”.
[4] Área das Ciências Biológicas
que estuda como são determinados padrões de distribuição e abundância
resultante das relações dos seres vivos entre si e/ou das relações destes com o
ambiente.
[5] Transcrito como em: FRITJOT
CAPRA. 1977. O Tao da Física. Editora
Cultrix.
[6] Relativo ao filósofo alemão
Martin Heidegger (1889-1976). A totalidade parcial é aquela alcançada pelo Ser
dentro da conjuntura atual, pois para se alcançar a totalidade em todo seu
sentido deveria-se rejeitar a metafísica tradicional, o tecnicismo, a
banalização e o anonimato (elementos presentes na cultura contemporânea).
[7] FRITJOT CAPRA. 1982. Ponto de Mutação. Editora Cultrix.
[8] DAVID RUELLE. 1991. Acaso e o Caos. Editora UNESP.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Comentário sobre o livro "Grão de Areia"
GRÃO DE AREIA
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
É ALGO INUSITADO FOLHEAR UM LIVRO E NÃO ENCONTAR O SUMÁRIO, O QUE DEIXA PERDIDO O LEITOR ACOSTUMADO A SEGUIR TRILHAS VICIADAS, COMO OCORRE EM GRANDE PARTE DA VIDA, CONDICIONADA TALVEZ POR UMA EDUCAÇÃO REPRESSORA, COMO OCORREU COMIGO AO FOLHEAR A OBRA GRÃO DE AREIA, DE LUIZ AUGUSTO.
SENTI-ME COMO QUE DESORIENTADO, MEIO QUE PERDIDO POR CAUSA DO HÁBITO QUE TORNA A MEMÓRIA SELETIVA, INSTRUMENTAL (EMBRUTECIDA, COMO DIRIA O RENATO HISTORIADOR) A ESPERA DE RESULTADOS, DE MODELOS PREVIAMENTE ESTABELECIDOS.
MAS, ESTANDO “VIVENCIANDO” UM MOMENTO DOS “RENEGADOS”, COMO BEM SUGERIU O GRANDE ARTISTA JADER DOURADO SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL QUE PAIRA SOBRE SANTA IZABEL DO PARÁ, E BEBENDO NA FONTE DESSES NEGADOS ALGUMAS VEZES, QUE TÊM NO PAPO SOBRE SUAS ATIVIDADES ARTÍSTICAS (PAPO LIVRE, ABERTO À QUAISQUER SUGESTÕES – SEUS MAIS PODEROSOS MEIO DE RESISTÊNCIA, O QUE OS MANTÊM DE PÉS E FIRMES JUSTO POR ENCONTAR OS SEUS IGUAIS) APRENDI QUE A ORALIDADE É UM IGARAPÉ, UM RIO, UM OCEANO POR ONDE O ARTISTA FAZ DELES SUAS RUAS. DAÍ QUE DEIXEI-ME LEVAR PELA “MEMORIA ORAL”, CONSTRUIDA PELA VIVÊNCIA, PRATICADA ENTRE OS RENEGADOS, E ENTÃO ADQUIRI O LIVRO.
QUAL NÃO FOI MINHA SURPRESA AO PERCEBER QUE GRÃO DE AREIA ESTÁ INSERIDO NO CONTEXTO SUGERIDO POR DOURADO, ONDE A “MEMÓRIA ORAL” É PATENTE JUSTO POR NÃO HAVER SUMÁRIO E NUMERAÇÃO DAS PÁGINAS? ONDE ELA SE FIRMA NOS CAUSOS QUE MODELAM O CIDADÃO DA PÓLIS GREGA, DE SENSO CRÍTICO E SABEDOR DA IMPORTÂNCIA DA POLÍTICA PARA UMA SOCIEDADE JUSTA, IGUALITÁRIA FORMADORA DE HOMENS E MULHERES LIVRES COMO SE SENTEM ÀQUELES QUANDO LEVADOS PELAS ÁGUAS DOS IGARAPÉS DE SIPA.
A LIBERDADE EM OUSAR QUEBRAR AS ORDENS DAS COISAS (AUSÊNCIA DE SUMÁRIO E NUMERAÇÃO DAS PÁGINAS) É UMA CARACTERÍSTICA QUE APARECE NOS RENEGADOS POR ESTAREM NA VANGUARDA DOS ACONTECIMENTOS, COMO É O CASO DO RENATO HISTORIADOR, COM A LINGUAGEM DE HEROIS DE HQ NOS DEBATES POLÍTICOS, DO JADER DOURADO, OUSADO NA LINGUAGEM DO “METAL” (ÚTERO PAGÃO), E, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, COM A PROFESSORA/PESQUISADORA MINERVINA DE LOURDES, PIONEIRA, TALVEZ, NESTA MAIS QUE SALUTAR NOVIDADE EM OUSAR INVERTER AS COISAS, COLOCANDO-AS EM SEUS VERDADEIROS LUGARES, POR ORDEM DE PRIORIDADE, COMO FAZ EM SEU ÚLTIMO LIVRO “SANTE IZABEL – CARACTERIZAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA E AMBIENTAL”.
A PESQUISADORA FAZ A INVERSÃO DA ORDEM DOS TÓPICOS COMO DESCRITO NO SUBTÍTULO DA OBRA CONTIDO NA CAPA, ONDE A QUESTÃO AMBIENTAL ASSUME A PRIORIDADE, COMO TEM QUE SER - O QUE É FANTÁSTICO, É MARAVILHOSO.
MAS ESSA OUSADIA TEM UMA FONTE. É A BACIA HIDROGÁFICA DE SIPA, QUE SE ASSEMELHA AO SISTEMA CIRCULATÓRIO HUMANO, TÃO BEM DESCRITO E CONSIDERADO EM TAL OBRA DA PROFESSORA E SE FAZ PRESENTE, É PARTE DOS IZABELENSES DA GEMA. LEVANDO-OS A DESLIZAR PELOS RELATOS ORAIS, ASSIM COMO FAZEM OS RENAGADOS E ACONTECE COM UM GRÃO DE AREIA...ROLANDO NO FUNDO DUM IGARAPÉ.
*Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: 83636720
Icoaraci – Belém – Pará.
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
É ALGO INUSITADO FOLHEAR UM LIVRO E NÃO ENCONTAR O SUMÁRIO, O QUE DEIXA PERDIDO O LEITOR ACOSTUMADO A SEGUIR TRILHAS VICIADAS, COMO OCORRE EM GRANDE PARTE DA VIDA, CONDICIONADA TALVEZ POR UMA EDUCAÇÃO REPRESSORA, COMO OCORREU COMIGO AO FOLHEAR A OBRA GRÃO DE AREIA, DE LUIZ AUGUSTO.
SENTI-ME COMO QUE DESORIENTADO, MEIO QUE PERDIDO POR CAUSA DO HÁBITO QUE TORNA A MEMÓRIA SELETIVA, INSTRUMENTAL (EMBRUTECIDA, COMO DIRIA O RENATO HISTORIADOR) A ESPERA DE RESULTADOS, DE MODELOS PREVIAMENTE ESTABELECIDOS.
MAS, ESTANDO “VIVENCIANDO” UM MOMENTO DOS “RENEGADOS”, COMO BEM SUGERIU O GRANDE ARTISTA JADER DOURADO SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL QUE PAIRA SOBRE SANTA IZABEL DO PARÁ, E BEBENDO NA FONTE DESSES NEGADOS ALGUMAS VEZES, QUE TÊM NO PAPO SOBRE SUAS ATIVIDADES ARTÍSTICAS (PAPO LIVRE, ABERTO À QUAISQUER SUGESTÕES – SEUS MAIS PODEROSOS MEIO DE RESISTÊNCIA, O QUE OS MANTÊM DE PÉS E FIRMES JUSTO POR ENCONTAR OS SEUS IGUAIS) APRENDI QUE A ORALIDADE É UM IGARAPÉ, UM RIO, UM OCEANO POR ONDE O ARTISTA FAZ DELES SUAS RUAS. DAÍ QUE DEIXEI-ME LEVAR PELA “MEMORIA ORAL”, CONSTRUIDA PELA VIVÊNCIA, PRATICADA ENTRE OS RENEGADOS, E ENTÃO ADQUIRI O LIVRO.
QUAL NÃO FOI MINHA SURPRESA AO PERCEBER QUE GRÃO DE AREIA ESTÁ INSERIDO NO CONTEXTO SUGERIDO POR DOURADO, ONDE A “MEMÓRIA ORAL” É PATENTE JUSTO POR NÃO HAVER SUMÁRIO E NUMERAÇÃO DAS PÁGINAS? ONDE ELA SE FIRMA NOS CAUSOS QUE MODELAM O CIDADÃO DA PÓLIS GREGA, DE SENSO CRÍTICO E SABEDOR DA IMPORTÂNCIA DA POLÍTICA PARA UMA SOCIEDADE JUSTA, IGUALITÁRIA FORMADORA DE HOMENS E MULHERES LIVRES COMO SE SENTEM ÀQUELES QUANDO LEVADOS PELAS ÁGUAS DOS IGARAPÉS DE SIPA.
A LIBERDADE EM OUSAR QUEBRAR AS ORDENS DAS COISAS (AUSÊNCIA DE SUMÁRIO E NUMERAÇÃO DAS PÁGINAS) É UMA CARACTERÍSTICA QUE APARECE NOS RENEGADOS POR ESTAREM NA VANGUARDA DOS ACONTECIMENTOS, COMO É O CASO DO RENATO HISTORIADOR, COM A LINGUAGEM DE HEROIS DE HQ NOS DEBATES POLÍTICOS, DO JADER DOURADO, OUSADO NA LINGUAGEM DO “METAL” (ÚTERO PAGÃO), E, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, COM A PROFESSORA/PESQUISADORA MINERVINA DE LOURDES, PIONEIRA, TALVEZ, NESTA MAIS QUE SALUTAR NOVIDADE EM OUSAR INVERTER AS COISAS, COLOCANDO-AS EM SEUS VERDADEIROS LUGARES, POR ORDEM DE PRIORIDADE, COMO FAZ EM SEU ÚLTIMO LIVRO “SANTE IZABEL – CARACTERIZAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA E AMBIENTAL”.
A PESQUISADORA FAZ A INVERSÃO DA ORDEM DOS TÓPICOS COMO DESCRITO NO SUBTÍTULO DA OBRA CONTIDO NA CAPA, ONDE A QUESTÃO AMBIENTAL ASSUME A PRIORIDADE, COMO TEM QUE SER - O QUE É FANTÁSTICO, É MARAVILHOSO.
MAS ESSA OUSADIA TEM UMA FONTE. É A BACIA HIDROGÁFICA DE SIPA, QUE SE ASSEMELHA AO SISTEMA CIRCULATÓRIO HUMANO, TÃO BEM DESCRITO E CONSIDERADO EM TAL OBRA DA PROFESSORA E SE FAZ PRESENTE, É PARTE DOS IZABELENSES DA GEMA. LEVANDO-OS A DESLIZAR PELOS RELATOS ORAIS, ASSIM COMO FAZEM OS RENAGADOS E ACONTECE COM UM GRÃO DE AREIA...ROLANDO NO FUNDO DUM IGARAPÉ.
*Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: 83636720
Icoaraci – Belém – Pará.
Poesia Amazônida: Precipício
Precipício
Por Luiz Mário de Melo e Silva
Curto a droga, amo a droga do precipício que são os meus amigos.
Um precipício sem fundo onde caio e não chego nunca,
porque os amigos são o meu mundo...
Atiro-me ainda sempre em queda livre,
nesse vazio escuro,
com o inconfessável desejo de impor meu submundo
a um espaço que com muito custo inundo.
Mas justo por ser de todos o mais profundo,
me autoconsumo em dores insanas
quando em suas paredes não consigo cravar meus dedos putos.
E ter que enfrentar o fracasso de não conseguir moldar um amigo.
Como também acontece com o precipício.
Ter amigos é como estar num precipício,
Onde não escolhemos nele cair.
Mergulhamos sem conhecer.
Num momento esbarramos quase nos fundindo
No outro nos distanciamos em queda livre,
Sem nada para tocar.
Nele estamos livres sem nada exigir,
Mas em profundo êxtase querendo algo para agarrar.
Por Luiz Mário de Melo e Silva
Curto a droga, amo a droga do precipício que são os meus amigos.
Um precipício sem fundo onde caio e não chego nunca,
porque os amigos são o meu mundo...
Atiro-me ainda sempre em queda livre,
nesse vazio escuro,
com o inconfessável desejo de impor meu submundo
a um espaço que com muito custo inundo.
Mas justo por ser de todos o mais profundo,
me autoconsumo em dores insanas
quando em suas paredes não consigo cravar meus dedos putos.
E ter que enfrentar o fracasso de não conseguir moldar um amigo.
Como também acontece com o precipício.
Ter amigos é como estar num precipício,
Onde não escolhemos nele cair.
Mergulhamos sem conhecer.
Num momento esbarramos quase nos fundindo
No outro nos distanciamos em queda livre,
Sem nada para tocar.
Nele estamos livres sem nada exigir,
Mas em profundo êxtase querendo algo para agarrar.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Pseudos......
Pseudocultura
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
A
fusão da política com a religião, como ora assistimos, deixou
comprovada aquilo que já não é mais possível escamotear o que vem
ocorrendo há mais de 500 anos. Ou seja, a pseudocultura, ou atraso
cultural.
Mas é
necessário observar que tal revelação só foi possível como
resultado justamente do uso de uma ferramenta que também é usada
para manter a coisa ignorada, ferramenta esta que é a ciência.
Através
da ciência podemos observar como ocorre parte do processo de
alienação promovido pelo parlamento nacional com a eleição do
deputado Marcos Feliciano para presidir a Comissão de Direitos
Humanos e Minorias (CDHM), pois, se a única coisa que não se pode
duvidar, é a capacidade dos políticos profissionais em acertar
cientificamente, nos bastidores, quem será aquele a desempenhar o
papel de maestro do grande circo romano em que se vê inserida a
sociedade (e por que não, a humanidade?), para desviar a atenção
e, consequentemente, esconder coisas piores, como a corrupção e
seus praticantes, por exemplo.
Sim,
pois, tais profissionais são exímios arquitetos e engenheiros da
obra de furtar, roubar – e até matar, se preciso for – e de, ao
fim e ao cabo, engabelar os cidadãos/eleitores sobre atos de
incomensurável potencial nefando para estes, como bem demonstra o
show do deputado/pastor, ungido a garoto propaganda do teatro de
horrores que é a política nacional, por obra e graça unicamente de
seus pares. Não há nada de ruim para tais senhores em tal
espetáculo, pois dele retirarão conclusões que será o norte para
as próximas eleições, sempre em benefícios próprios.
Em
que pese todos os ganhos que o Congresso Nacional apresentou, nada se
equipara à evidente pseudocultura que viceja neste país, com a
eleição de tal deputado para a presidência da citada comissão,
haja vista que tal processo cultural se configura na prática
permanente de não permitir que a cultura original, verdadeira - sui
generis - de um povo se faça presente, exista. Pois o evento
protagonizado pelo dito deputado e pelo CN, releva que, há mais de
500 anos, política e religião são a mesma coisa neste país, algo
que pode ser comprovado por ocasião das mais importantes datas
religiosas serem consideradas feriados nacional, sem o mínimo
questionamento do CN.
A
envergadura que possui a CDHM, sendo presidida pelo deputado/pastor
Marcos Feliciano, tende a estar a serviço do retrocesso cultural
(pseudocultura) pela influência que possui tal político
profissional.
A
desconstrução da tentativa do todo processo evolutivo da verdadeira
cultura nacional, a cultura de raiz (ou a consolidação da cultura
estrangeira/pseudocultura), fica evidente se comparar a atuação do
dito deputado/pastor às atuações da ex-ministra e ex-candidata à
presidência do Brasil, que também é religiosa e política
profissional conhecidíssima, e que, nem por isso, se utilizou de
privilegiada condição para fazer proselitismos pessoal até, como
enseja o caso do deputado em questão.
Ainda, fazendo uso da comparação entre o político (Feliciano) e a
política (Marina), a situação tende a se tornar deprimente e
gravíssima por demonstrar que a política cultural petrificada neste
solo é a pseudocultura, como imposição da cultura religiosa de
outros povos, que se configura também numa imposição de um
machismo velado, haja vista que todas as religiões têm a figura do
macho como centro, como não poderia ser diferente já que todas
foram inventadas pelos mesmos. Ou seja, no fundo, todas tendem a
convergir para a veneração e, portanto, submissão ao macho.
Assim, podemos perceber que a ciência, tutelada pela classe
dominante, desde seu surgimento, está a serviço da alienação, do
atraso, da pseudocultura fundindo política e religião que mantém o
status quo, muito bem defendido pelos políticos profissionais.
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel: 83636720
Belém – Pará.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Poesia Amazônida (Infinitos aspectos)
Infinitos aspectos
(L. Mário)
Odeio amar o ódio.
Amo odiar o ódio.
Amo amar o ódio?
Odeio odiar o amor?
Mas suplico que ame e
odeie
Com o mais íntimo de seu ser.
Para sentir o quão és
infinito aspectos da vida!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Naturezas
A natureza e deus
Por Luiz Mário de Melo e Silva
Ao longo do tempo, o ser humano vem construindo sua história que desemboca em sociedades com modos peculiares de convivências, obviamente. Atualmente, porém, vemos delinear-se no horizonte uma nova sociedade que não é fruto de construção alguma, mas, ao contrário, é da destruição, para que houvesse seu conhecimento. É o caso de um mundo novo voltado para a valorização da natureza, pois, foi justamente em consequência da exaustão de seus recursos que chegamos (ou construímos?) a algo novo. Ou seja, ação humana direta.
Concomitante a isso a cultura floresce, deixando mais que evidente o quão fundamental é a importância da natureza, afinal, ela está na base de tudo, consolidando aquilo que se delineia com a prática humana. Que o digam os gregos antigos que, supostamente, entre tantos motivos, devido à carência de recursos naturais desenvolveram o culto à natureza por meio do culto de deuses, onde cada qual representava suas forças e elementos – sendo interessante notar a “invenção” de deuses, na cultura ocidental, sem que, no entanto, os gregos se arvorem como seus donos, como pretendem muitos religiosos (assunto para um momento oportuno).
Nesse sentido, a cultura grega criou uma espécie de fuga da miséria real para a riqueza ilusória (semelhante aos retirantes nordestinos), residindo talvez nisso a beleza da tragédia grega, que influenciou todo o mundo. Ou seja, na miséria (a fome), a invenção de deus é a solução (o alimento); como bem postulara Nietzsche: “o desejo de metafísica vem de uma fraqueza fisiológica”.
Ora, já não pode mais ser escamoteado o poder e a importância da natureza para a humanidade, pois, além de fomentadora de cultura, é incomparavelmente fonte de toda riqueza.
Ocorre que, como o ser humano se diferencia (?) dos outros animais pela cultura, reelaborando permanentemente e criando símbolos no espaço em que vive, tende a criar através da cultura um meio ambiente artificial, ou social, em oposição ao meio ambiente natural, sem, no entanto, nunca ter sido apartado verdadeiramente deste.
E neste ponto reside uma grande confusão sobre como deve caminhar o mundo. Sendo orientado por aqueles que pretendem preservar a natureza ou por quem quer explorá-la ao máximo, destruindo-a? É claro que isso envolve decisão política em nível mundial, enfatizando, todavia, a cultura daqueles que sempre preservaram a natureza, onde a biodiversidade deve ser a referência, pois ela é de suma importância para compreender e organizar as mais variadas formas de culturas, ou o multiculturalismo, assim como se organizam as mais variadas formas de vida, numa perfeita simbiose. Há que se atentar para o darwinismo social como o mais perfeito modelo de meio ambiente artificial, na atual sociedade capitalista e suas consequências.
Em meio a essa questão, não há como negar o papel da ciência, afinal, como linguagem refinada da natureza ela não pode estar tutelada para servir como mecanismo de controle político com consequência fatal para a humanidade, pois, apresar de todo avanço científico conhecido não há como escamotear que a miséria permanente e os riscos para o planeta são assustadores, justo porque a ciência está sujeita a caprichos de uns poucos em detrimento da maioria. Dai que, as experiências culturais de muitos povos que existem em consonância com a preservação da natureza tem de ser utilizadas como modelo de uma nova sociedade mundial, pois embora pareça simplória a visão de quem vive direto em contato com o meio ambiente natural, produzindo sua própria existência, não se pode negar que o indivíduo nessas condições não possui um entendimento fragmentado do espaço em que vive.
Ao contrário, é riquíssimo o sentido de harmonia que possui - é tanto que parece um ser indolente, sem aparente necessidade de esforço para sua manutenção, justamente por possuir todos os recursos necessários para sua realidade, conseguindo perceber a perfeita relação que há na natureza. Um excelente exemplo dessa visão é a fotografia em que as copas das árvores da beira do rio se tocam, embora apareçam separadas pelo próprio rio. Ora, há algo mais unificador que a água? Outro exemplo ocorre com a população ribeirinha que convive entre o rio, o chão firme e a floresta. Ora, querer então que a natureza seja representada por apenas um de seus elementos é realimentar o ponto de vista grego de natureza que não corresponde, sobretudo no ambiente amazônico, que dirá mundial. Ou seja, uma perspectiva reducionista.
(Foto: Paulo Guilherme Pinheiro II, 2012. Publicada em: Burrizes)
Alguém poderia observar que há uma semelhança entre a história de colonização das cidades gregas e o Brasil, onde ambos sofreram a invasão de vários povos, levando-os ter um povo miscigenado, e consequentemente uma cultura riquíssima. O corre que, diferente do Brasil, a Grécia Antiga não teve seus nativos desconsiderados, escravizados, em parte, até, ainda que esse período seja conhecido como período Homérico, Idade Média Grega ou Idade das Trevas, época em que prevalecia a mitologia, e por meio dela pudesse haver uma relação mais respeitosa com a natureza, ainda que não de toda verdadeira, pois nela não há deuses e, sim, a vida como o centro de tudo que não faz distinção do mais simples ao mais complexo dos seres. Ao contrário do Brasil que todos conhecem o porquê da colonização.
Nesse sentido, fragmentar a natureza pra tentar entender e dominá-la é o mesmo que separar o cérebro do corpo para falar do ser humano completo ou separar a semente do chão fértil e pretender que se torne árvore com bons frutos. Ou, ainda, achar que deus tem alguma importância sem a existência o ser humano, para venerá-lo(?), haja vista que ele (ser humano) é a natureza condensada.
* Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: 83636720
Icoaraci – Belém – Pará
domingo, 13 de janeiro de 2013
Posia Amazônida ()
--> Um assassino
na noite
o crime a silenciar
cortinas levantadas
justificativas arranjadas
sugadas no bueiro
da calçado, depois da chuva
Cenas partidas
Memórias de um futuro distante
A insegurança de ser você
Produzir na insônia insólita solitária
Dessa noite feliz por estar com você
Lampejos de uma mente cansada
Onde a caneta ganha semi-vida
Flutuando para levitar
Mas isso é antigo
Desde a infância
na noite
o crime a silenciar
cortinas levantadas
justificativas arranjadas
sugadas no bueiro
da calçado, depois da chuva
Cenas partidas
Memórias de um futuro distante
A insegurança de ser você
Produzir na insônia insólita solitária
Dessa noite feliz por estar com você
Lampejos de uma mente cansada
Onde a caneta ganha semi-vida
Flutuando para levitar
Mas isso é antigo
Desde a infância
Madrugada, 07/01/2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Poesia Amazônida (Apenas mais um. Ou uma.)
Apenas mais um. Ou uma.
Mais um dia, entre tantos outros a luz do sol povoou minha retina.
Mas, e a luz da lua?
Sob a qual as bruxas vagueiam em suas vassouras?
Levando sua força; e cura;
E amor; e conforto; e tanto mais?
O sol: “O cara!”
Que raia sobre aqueles que querem a fama.
A notícia do dia seguinte.
Que acordam mais tarde,
Querendo ser o seu senhor?
A referência para o novo dia? O novo ano?
A esse senhor, agradeço por me fazer enxergar...
A Bruxa!!! Me fazer olhar com seuzolhos.
Ah! Quanta falta faz uma bruxa!!!!
Que cura na escuridão da floresta.
Que vela pelos sonos, e sonhos, alheios.
Que, enquanto é apedrejada,
Incorpora a armadura para lutar pelos seus.
Joana d’arc é seu nome, entre tantas Marias, Raimundas, Cremildas...
Idas e vindas da vida!
É o que os machos
Tardiamente, reconhecem.
Mas tudo bem!
A bruxa sob a luz da lua
Está no garçom, no porteiro, na enfermeira,
No policial, no vigia, no padre, no cachorro,
No amor à beira da praia... do rio...no doente...nos hospitais...nas penitenciárias....no povo.
Ah!, como o mundo seria melhor,
Se povoado de bruxinhas,
Fosse administrado pelas geradoras da vida...
Em apenas mais um dia...ou uma noite...
Observados pelos bombonzeiros e...papudinhos!
* Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: (91) 83636720
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
Mais um dia, entre tantos outros a luz do sol povoou minha retina.
Mas, e a luz da lua?
Sob a qual as bruxas vagueiam em suas vassouras?
Levando sua força; e cura;
E amor; e conforto; e tanto mais?
O sol: “O cara!”
Que raia sobre aqueles que querem a fama.
A notícia do dia seguinte.
Que acordam mais tarde,
Querendo ser o seu senhor?
A referência para o novo dia? O novo ano?
A esse senhor, agradeço por me fazer enxergar...
A Bruxa!!! Me fazer olhar com seuzolhos.
Ah! Quanta falta faz uma bruxa!!!!
Que cura na escuridão da floresta.
Que vela pelos sonos, e sonhos, alheios.
Que, enquanto é apedrejada,
Incorpora a armadura para lutar pelos seus.
Joana d’arc é seu nome, entre tantas Marias, Raimundas, Cremildas...
Idas e vindas da vida!
É o que os machos
Tardiamente, reconhecem.
Mas tudo bem!
A bruxa sob a luz da lua
Está no garçom, no porteiro, na enfermeira,
No policial, no vigia, no padre, no cachorro,
No amor à beira da praia... do rio...no doente...nos hospitais...nas penitenciárias....no povo.
Ah!, como o mundo seria melhor,
Se povoado de bruxinhas,
Fosse administrado pelas geradoras da vida...
Em apenas mais um dia...ou uma noite...
Observados pelos bombonzeiros e...papudinhos!
* Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: (91) 83636720
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Mestiçagem, AP 470, caixa-2,....
Cultura da hipocrisia
Por Luiz Mário de Melo e Silva
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br
A miscigenação até que poderia fazer do brasileiro um povo que supera todas as dificuldades. E que se supera. Mas o que seria o motivo para engrandecimento, ao contrário, é fonte para a derrocada.
Num país tropical, como o Brasil, o cruzamento inter-racial dotaria a população de capacidades para se adaptar e enfrentar as intempéries. Todavia, esse cruzamento estancou naquilo que mais se torna nocivo ao povo, ou seja, a cultura.
Se do ponto de vista biológico tal mestiçamento é benéfico, do cultural, não se pode dizer o mesmo, pois a tentativa de impor a cultura de uma “raça”, criou um ambiente onde viceja a corrupção, numa envergadura nunca antes vista no mundo. Ou seja, é a cultura da hipocrisia.
Sim, porque, tomando como base duas autoridades do país, no caso o ex-presidente Lula e o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa e, sobretudo, suas respectivas histórias e origens semelhantes haveria de se acreditar que ambas estariam irmanadas no trabalho de fazer deste um país soberano onde vigora a igualdade, a fraternidade, a liberdade e – em última instância - a justiça.
Mas não é isso que ocorre. E esse fato pode ser observado nas críticas que o ministro Joaquim Barbosa recebeu e ainda recebe por parte de muitas pessoas que têm profundos vínculos (ou devem a própria vida, as suas existências) a partidos políticos, como se eles fossem a razão de ser de uma sociedade moderna e não feudal, como ora acreditam - e se comportam - algumas dessas organizações, talvez até criminosas.
Ora, as opiniões raivosas não têm sentido, pois a atitude do ministro foi a mais correta possível, e não poderia deixar de ser, ao seguir, ou prosseguir, na busca da verdade a partir da constatação da maior autoridade do país, à época o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto a prática do crime de “caixa 2”, utilizada por seu partido e os demais, em entrevista pública.
Tanta celeuma em torno da Ação Penal 470, popularmente conhecida como “mensalão”, julgada pelo STF, para esconder o óbvio constatado por duas autoridades públicas, tende a uma finalidade: manter a sangria dos cofres públicos. A corrupção.
Ou seja, uma pequena classe (ou “raça”) se prevalece do uso de todas as condições possíveis e imagináveis para ludibriar e impor sua cultura (ou sua razão) a um país. É tanto que o partido que foi atingido em cheio por esse crime, não faz questão de fazer aquilo que pregava na sua origem, ou seja, a união popular, exigindo em praça pública a apuração a fundo do começo e o desenrolar dessa, e de toda, trama macabra que vitima o povo. É estranho. Muito estranho! Será que o esquecimento (para não dizer outra coisa) dessa característica, tão peculiar, que lhe valeu o reconhecimento como o partido mais ético, tem por finalidade fazer valer a cultura da hipocrisia? Ou será que já está valendo, se tomarmos esta como a República da Corrupção, pois os fatos só se avolumam, numa proporção como nunca antes na História? Estariam tentando poupar alguém? A miscigenação política criou a anticultura, para a miséria de um povo.
Mas como estamos falando de um povo miscigenado, acredito piamente que é possível vencer essa, agora, anticultura desde que aqueles que possuem alguma informação contrária a ela, possa compartilhar com a população para que se proteja, se defenda. Ficar calado sobre ela é alimentá-la. É nutrir a corrupção.
Ou seguir o exemplo da juventude rebelde que não se curva diante de um tempo em que pregar uma coisa mas praticar outra é a vírtu (lembrando Maquiavel). Os exemplos são muitos. Há até aqueles que morrem levados pela hipocrisia (consumo de drogas) mas não se rendem, não se entregam a ela.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Política, superestrutura, sociedade, natureza...
Política em ação
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
Já foi dito que “a política é a continuação da guerra por outros meios” e sendo o homem um animal político, segundo Aristóteles, há de se convir que ele vive em permanente estado de guerra - ainda que, aparentemente, não declarado -, ao contrário do que postulara Thomas Hobbes, com seu Leviatã.
Tal situação foi perfeitamente delineada por Karl Marx ao revelar os meandros da luta de classes (ainda que não tenha sido o primeiro a abordar a questão), tendo a economia como fator principal dessa luta que coloca de lados opostos patrões e empregados - esclarecendo, portanto, o sentido exato de política como defesa de interesses e ideias (o que não ocorreu com Maquiavel e Hobbes, pois, embora houvessem retirado o poder das mãos do clero apenas o transferiram aos monarcas, sendo que Hobbes defende a ideia de um estado absoluto, e escamoteando o sentido exato de política mantém, porém, o status quo de uma classe em detrimento de outra muito maior, como se observa até hoje).
Ora, se política se define como citado acima, por que, então, a grande maioria (o povo) parece aguardar por decisões alheias a si? Óbvio que a resposta é porque, citando novamente Marx, a ideia dominante é a ideia da classe dominante. Ou seja, a burguesia capitalista impõe sua vontade por meio da superestrutura moldada com sua ideologia, dissimulada no interesse geral movido por uma “mão invisível”- é claro que ela move apenas o capitalismo; bem como movia a fé na Idade Média em favor da Igreja. Isto é, é manco. Logo, é tendencioso, contrário ao que diz a política.
Haverá quem discorde, mas defender ideias e interesses que não sejam pessoais, pode até ser imaginado como política, mas é algo tão superficial que quem a faz certamente é ludibriada constantemente para seu próprio prejuízo, como acontece como o povo que serve de bucha de canhão para o projeto (interesse) de poder dos políticos profissionais. Neste sentido, o povo não faz política, embora seja sua matéria prima.
É claro que o motivo não é a falta de educação, pois, embora exista, é algo que bitola, produzindo imbecis para servir de massa de manobra. Algumas religiões, por exemplo, são bastantes explícitas quanto a isso, que não à toa, criam fanáticos.
Contudo, para melhor compreensão do conceito de política em tela, seria interessante observá-la em grupos bem definidos como servidores públicos concursados, servidores temporários, profissionais liberais, comerciantes e, sobretudo, a elite que têm seus interesses bem definidos, ao contrário da avaliação feita por classe social, onde a ideia de povo é aplicada, levando à conclusão que ele foi contemplado em seu anseio, coisa que não se verifica na pratica, pela permanente condição de penúria em que vive.
Neste sentido, pode-se perceber, então, a política em ação engendrando as relações sociais sem que, no entanto, seja vista como apanágio de uma pequena classe (elite) sob pena de haver uma sociedade doentia, como, aliás, já se observa com a violência crescente, o consumo de drogas, sobretudo, entre jovens (e adolescentes), por exemplo, para quem, elas (as drogas) parece ter tomado o lugar da perspectiva de melhores condições de vida.
Portanto, nada mais natural fazer política para entender - e viver - a sociedade, haja vista ser ela o ethos civilizatório e daí a cura – ainda que atualmente seja mais a causa – para as doenças sociais. Pois, assim como o antídoto para o veneno da cobra está na própria cobra, a solução para os problemas sociais encontra-se na própria sociedade. Ou seja, na política desde que praticada, conscientemente por todos, no sentido aqui apresentado.
* Coord.do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br
Já foi dito que “a política é a continuação da guerra por outros meios” e sendo o homem um animal político, segundo Aristóteles, há de se convir que ele vive em permanente estado de guerra - ainda que, aparentemente, não declarado -, ao contrário do que postulara Thomas Hobbes, com seu Leviatã.
Tal situação foi perfeitamente delineada por Karl Marx ao revelar os meandros da luta de classes (ainda que não tenha sido o primeiro a abordar a questão), tendo a economia como fator principal dessa luta que coloca de lados opostos patrões e empregados - esclarecendo, portanto, o sentido exato de política como defesa de interesses e ideias (o que não ocorreu com Maquiavel e Hobbes, pois, embora houvessem retirado o poder das mãos do clero apenas o transferiram aos monarcas, sendo que Hobbes defende a ideia de um estado absoluto, e escamoteando o sentido exato de política mantém, porém, o status quo de uma classe em detrimento de outra muito maior, como se observa até hoje).
Ora, se política se define como citado acima, por que, então, a grande maioria (o povo) parece aguardar por decisões alheias a si? Óbvio que a resposta é porque, citando novamente Marx, a ideia dominante é a ideia da classe dominante. Ou seja, a burguesia capitalista impõe sua vontade por meio da superestrutura moldada com sua ideologia, dissimulada no interesse geral movido por uma “mão invisível”- é claro que ela move apenas o capitalismo; bem como movia a fé na Idade Média em favor da Igreja. Isto é, é manco. Logo, é tendencioso, contrário ao que diz a política.
Haverá quem discorde, mas defender ideias e interesses que não sejam pessoais, pode até ser imaginado como política, mas é algo tão superficial que quem a faz certamente é ludibriada constantemente para seu próprio prejuízo, como acontece como o povo que serve de bucha de canhão para o projeto (interesse) de poder dos políticos profissionais. Neste sentido, o povo não faz política, embora seja sua matéria prima.
É claro que o motivo não é a falta de educação, pois, embora exista, é algo que bitola, produzindo imbecis para servir de massa de manobra. Algumas religiões, por exemplo, são bastantes explícitas quanto a isso, que não à toa, criam fanáticos.
Contudo, para melhor compreensão do conceito de política em tela, seria interessante observá-la em grupos bem definidos como servidores públicos concursados, servidores temporários, profissionais liberais, comerciantes e, sobretudo, a elite que têm seus interesses bem definidos, ao contrário da avaliação feita por classe social, onde a ideia de povo é aplicada, levando à conclusão que ele foi contemplado em seu anseio, coisa que não se verifica na pratica, pela permanente condição de penúria em que vive.
Neste sentido, pode-se perceber, então, a política em ação engendrando as relações sociais sem que, no entanto, seja vista como apanágio de uma pequena classe (elite) sob pena de haver uma sociedade doentia, como, aliás, já se observa com a violência crescente, o consumo de drogas, sobretudo, entre jovens (e adolescentes), por exemplo, para quem, elas (as drogas) parece ter tomado o lugar da perspectiva de melhores condições de vida.
Portanto, nada mais natural fazer política para entender - e viver - a sociedade, haja vista ser ela o ethos civilizatório e daí a cura – ainda que atualmente seja mais a causa – para as doenças sociais. Pois, assim como o antídoto para o veneno da cobra está na própria cobra, a solução para os problemas sociais encontra-se na própria sociedade. Ou seja, na política desde que praticada, conscientemente por todos, no sentido aqui apresentado.
* Coord.do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br
Tel.: 83636720
Icoaraci – Belém – Pará
Icoaraci – Belém – Pará
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Política, meio ambiente e canalhices!!!
Canalhice
por Luiz Mário de Melo e Silva*
A política, como mecanismo “civilizado” de tomada e manutenção do poder, é reveladora (e autorreveladora). Mas é na campanha eleitoral que atinge o ápice dessa condição, pois, se bem observado, os candidatos, ainda que tentem, através do marquetingue, se mostrar como a melhor mercadoria a ser comprada (sim, porque na sociedade capitalista a conduta moral e o padrão cultural é o hiperconsumismo, sobretudo de supérfluo) só conseguem tal intento de maneira pouco honesta.
Todos devem imaginar que o eleitor é algum palhaço ao se apresentarem com largos sorrisos, como fazem aqueles que já estiveram em algum circo diante de palhaços, gargalhando, enquanto eles (os palhaços) permanecem sérios, alguns com semblantes de tristeza. Mas eles (os candidatos) ainda dizem respeitar o eleitor. Será?
A falta de seriedade começa aí e não tem limites. O que dizer daqueles que tentam esconder a aliança com um partido que tem a fama de ser de corruptos, ao retirar a sigla do partido da bandeira? Ou não assumir publicamente que é filiado ao mesmo? Ou ainda, dissimular, escamoteando a cor predominante do partido que deve prevalecer em sua bandeira, já que ela carrega as mensagens que o partido ou pessoa propõe defender?
Outra questão é o abuso que ocorre depois de eleitos, pois esquecem(?) que são servidores públicos e se portam como donos do cargo público que assumem, passando, então, a impor suas vontades a partir da coisa pública. Aliás, seria interessante perceber que quando se apresentam para um concurso público (e a eleição é o mais original concurso dessa natureza) são cândidos servidores que, com o tempo, se promovem a funcionários públicos e depois se impõem como autoridades. Ou seja, se concedem autopromoções (a redundância é proposital), num ato de desonestidade pública.
Entre vários exemplos há o referente ao público izabelense mais humilde que é vítima de algo assim, num escandaloso flagrante. Quem não se lembra de um evento acontecido em praça pública onde o público (legítimo dono, em se tratando de República) foi impedido de freqüentar tal espaço, tendo, portanto, negado seu direito natural e legítimo? Recorde que entre os promotores estavam a prefeitura e o estado que tem a finalidade servir ao publico e não proibi-lo de usufruir de algo que é seu. Como pode o servidor proibir a quem lhe dá a condição de ser, de existir enquanto tal, a quem serve?! Isto é um abuso, um absurdo e tende a se configurar em crime de lesa-dignidade (ou mais outras coisas), para ficar em apenas um exemplo, já que o espaço é curto para abordar outros casos que serão apresentados oportunamente.
E nesse sentido, algo semelhante e nefasto tende a ocorrer após a eleição justamente por conta do que vem sendo sugerido sob a cor verde, diga-se.
Todos sabem que o verde simboliza a ecologia (ou a natureza para ser mais exato) e quem faz uso dessa cor tem que possuir com extrema responsabilidade o compromisso com a vida, haja vista que a natureza é sua fonte. Mas será que o partido, ou quem dela se utiliza, tem em seu histórico esse compromisso com a natureza, onde todos são seus dependentes? Ou será que só poucos irão se safar em detrimento da maioria caso ocorra algum indesejável fenômeno natural provocado pela poluição ambiental em decorrência do total desrespeito a ela, como acontece com o público constantemente desrespeitado por aqueles que se dizem seus representantes?
Assim uma catástrofe ambiental – e humana - é tão certa que até já foi anunciada por uma tal “onda verde” com um infeliz uso da cor verde em um espaço onde a natureza foi eliminada para dar lugar ao preto do asfalto, como ocorreu na av. Antônio Lemos, segundo o criador do paradoxo que talvez(?) sem perceber, acabou por, vias tortas, homenageando o executor de tal crime ambiental.
Portanto, não há algo mais público que a natureza (as praças confirmam isso). E político que não respeita a natureza não tem respeito também pelo público; mas que de tudo faz para iludir e dominar o eleitor, como acontece no processo eleitoral ao contar com o total apoio de puxa-sacos (e asseclas – e porque não?), revelando-se, assim, numa usina de canalhice.
A política, como mecanismo “civilizado” de tomada e manutenção do poder, é reveladora (e autorreveladora). Mas é na campanha eleitoral que atinge o ápice dessa condição, pois, se bem observado, os candidatos, ainda que tentem, através do marquetingue, se mostrar como a melhor mercadoria a ser comprada (sim, porque na sociedade capitalista a conduta moral e o padrão cultural é o hiperconsumismo, sobretudo de supérfluo) só conseguem tal intento de maneira pouco honesta.
Todos devem imaginar que o eleitor é algum palhaço ao se apresentarem com largos sorrisos, como fazem aqueles que já estiveram em algum circo diante de palhaços, gargalhando, enquanto eles (os palhaços) permanecem sérios, alguns com semblantes de tristeza. Mas eles (os candidatos) ainda dizem respeitar o eleitor. Será?
A falta de seriedade começa aí e não tem limites. O que dizer daqueles que tentam esconder a aliança com um partido que tem a fama de ser de corruptos, ao retirar a sigla do partido da bandeira? Ou não assumir publicamente que é filiado ao mesmo? Ou ainda, dissimular, escamoteando a cor predominante do partido que deve prevalecer em sua bandeira, já que ela carrega as mensagens que o partido ou pessoa propõe defender?
Outra questão é o abuso que ocorre depois de eleitos, pois esquecem(?) que são servidores públicos e se portam como donos do cargo público que assumem, passando, então, a impor suas vontades a partir da coisa pública. Aliás, seria interessante perceber que quando se apresentam para um concurso público (e a eleição é o mais original concurso dessa natureza) são cândidos servidores que, com o tempo, se promovem a funcionários públicos e depois se impõem como autoridades. Ou seja, se concedem autopromoções (a redundância é proposital), num ato de desonestidade pública.
Entre vários exemplos há o referente ao público izabelense mais humilde que é vítima de algo assim, num escandaloso flagrante. Quem não se lembra de um evento acontecido em praça pública onde o público (legítimo dono, em se tratando de República) foi impedido de freqüentar tal espaço, tendo, portanto, negado seu direito natural e legítimo? Recorde que entre os promotores estavam a prefeitura e o estado que tem a finalidade servir ao publico e não proibi-lo de usufruir de algo que é seu. Como pode o servidor proibir a quem lhe dá a condição de ser, de existir enquanto tal, a quem serve?! Isto é um abuso, um absurdo e tende a se configurar em crime de lesa-dignidade (ou mais outras coisas), para ficar em apenas um exemplo, já que o espaço é curto para abordar outros casos que serão apresentados oportunamente.
E nesse sentido, algo semelhante e nefasto tende a ocorrer após a eleição justamente por conta do que vem sendo sugerido sob a cor verde, diga-se.
Todos sabem que o verde simboliza a ecologia (ou a natureza para ser mais exato) e quem faz uso dessa cor tem que possuir com extrema responsabilidade o compromisso com a vida, haja vista que a natureza é sua fonte. Mas será que o partido, ou quem dela se utiliza, tem em seu histórico esse compromisso com a natureza, onde todos são seus dependentes? Ou será que só poucos irão se safar em detrimento da maioria caso ocorra algum indesejável fenômeno natural provocado pela poluição ambiental em decorrência do total desrespeito a ela, como acontece com o público constantemente desrespeitado por aqueles que se dizem seus representantes?
Assim uma catástrofe ambiental – e humana - é tão certa que até já foi anunciada por uma tal “onda verde” com um infeliz uso da cor verde em um espaço onde a natureza foi eliminada para dar lugar ao preto do asfalto, como ocorreu na av. Antônio Lemos, segundo o criador do paradoxo que talvez(?) sem perceber, acabou por, vias tortas, homenageando o executor de tal crime ambiental.
Portanto, não há algo mais público que a natureza (as praças confirmam isso). E político que não respeita a natureza não tem respeito também pelo público; mas que de tudo faz para iludir e dominar o eleitor, como acontece no processo eleitoral ao contar com o total apoio de puxa-sacos (e asseclas – e porque não?), revelando-se, assim, numa usina de canalhice.
*Coord. do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI)
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br / Tel.: 83636720 – Icoaraci – Belém Pará.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Poesia Amazônida: Teus Olhos
Teus Olhos
por Otacílio Campos
Há um vazio em teus olhos
Um doce olhar melancólico
Escurecido de tons castanhos
Ah! Estes olhos
Sempre com esse olhar de quem não vê
Me prende até o íntimo
Aprisiona meus desejos
E tão egoisticamente
Me faz só tua
Nem aquilo que é belo e perfeito
Me faz perder um segundo que seja
Dos teus olhos furtivos
E neles passam meus dias
Passa minha vida
Meu amuleto, teus olhos
Minha luz, teu olhar
E quando cristais em forma de lágrimas
Deles rolam
Me inundam a alma de tristeza
Nublam meu dia inteiro
E como tua serva mais fiel
E amante mais devota
À arte de te querer
Logo trato de mudar o universo
A teu favor
De mover as estrelas
Se acaso não as quiseres
De trazer a primavera se desejares flores
Ah! Os teus olhos
Que escondem um mundo secreto
Que me devoram, por certo
A cada noite
Teus olhos calmos que me cuidam
Sejam meus, eterno amor.
Um doce olhar melancólico
Escurecido de tons castanhos
Ah! Estes olhos
Sempre com esse olhar de quem não vê
Me prende até o íntimo
Aprisiona meus desejos
E tão egoisticamente
Me faz só tua
Nem aquilo que é belo e perfeito
Me faz perder um segundo que seja
Dos teus olhos furtivos
E neles passam meus dias
Passa minha vida
Meu amuleto, teus olhos
Minha luz, teu olhar
E quando cristais em forma de lágrimas
Deles rolam
Me inundam a alma de tristeza
Nublam meu dia inteiro
E como tua serva mais fiel
E amante mais devota
À arte de te querer
Logo trato de mudar o universo
A teu favor
De mover as estrelas
Se acaso não as quiseres
De trazer a primavera se desejares flores
Ah! Os teus olhos
Que escondem um mundo secreto
Que me devoram, por certo
A cada noite
Teus olhos calmos que me cuidam
Sejam meus, eterno amor.
domingo, 15 de julho de 2012
Amazonês
Cultura Amazônida
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
Quem desfruta do “paraíso”, jamais precisará de ilusões para satisfazer suas necessidades. È só estender a mão e apanhar o que é de seu interesse, o que tende a fazer com que a avaliação sobre quem vive nessa condição seja de pessoas indolentes, como o corre ao amazônida. Mas isso é coisa que nunca se confirmou e, agora, a verdadeira característica da região se apresenta a contragosto de muitos que pejorativamente tratam os nativos.
Não há como negar que a região amazônica detém tudo o que até hoje foi, é e será vital para a existência da humanidade. E a ciência, como marco das relações entre os povos e pensada como algo distinto da natureza perde tal distinção ser atentarmos que ela é sua linguagem refinada, escapando, por isso, aos cânones vigentes nas academias, se firma como mais uma das riquezas da Amazônia. Portanto, o povo amazônida trabalha e toma “ciência” do fato à sua maneira.
Sendo coerente tal raciocínio, o que leva o povo desta banda ser taxado de maneira depreciativa? A explicação possível é a de que aqueles que aqui chegaram como colonizadores (invasores), tangidos pela pobreza ambiental (e econômica) de seus países, impuseram um sacrifício a quem não necessitava, justamente por possuir as condições fundamentais para manter a si e aos seus. Os índios eram considerados preguiçosos por não se submeterem ao sacrifício, sendo, então, os negros que ocupariam a degradante condição social da escravidão - ora, ao amazônida não cabe a culpa pela miséria de outros povos.
Ocorre que a maneira depreciativa foi a forma encontrada para sufocar, no nascedouro, a cultura original da terra e a introdução da religião Católica e do gado bovino, foram os grande baluarte colonialista a impedir a cultura nativa, relegando-a ao esquecimento.
O boi-bumbá, as festas da quadra junina e, sobretudo, o Círio de Nazaré são as maiores manifestações culturais atualmente. Ou seja, a cultura ao touro (minotaurocultura) somada à ideologia religiosa em nada representam a cultura amazônica em sua originalidade, que tem na culinária e na música (carimbó), a primeira comercialmente e a segunda, numa pálida aparição, sua referência.
Aliás, o povo que segue o cordão do boi é o mesmo que amanhã seguirá feito gado na corda em direção ao matadouro, como são conduzidos os bois aos abatedouros existentes nos interiores do estado.
Todavia, como dito anteriormente, a falta de força ou de estímulo para atuar no momento oportuno mostra-se falaciosa quando se observa ações individuais e coletivas, como a do jornalista Lúcio Flávio Pinto e do Movimento Xingu Vivo, respectivamente.
O primeiro, com seu jornalismo investigativo, desnuda os bastidores do poder que – diga-se – nada mais é que a sucursal da matriz colonial a impor suas vontades, fazendo este estado crescer feito rabo de cavalo: sempre para baixo. Numa, infelizmente, referência a submissão às decisões tomadas longe – e contra - da Amazônia.
Já o Movimento Xingu Vivo, com atuações enérgicas contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, onde seus integrantes se apresentam dispostos a entregar a própria vida pela causa, enterra de vez a idéia de que o povo desta terra não sabe o que quer.
E embora ambos tendam a representar extremos, o jornalista, com nuaces de erudito (elitista talvez) e o movimento, com algo de popular ao serem ferozmente perseguidos como criminosos por suas atuações, demonstram que em nada são subservientes às normas externas, logo, à cultura colonial.
Nesse sentido, tanto LFP quanto o MXV são verdadeiros “símbolos” culturais (ainda que poucos e “lentos”) para esta região e que, no devido momento, se apresentam como se apresenta também a natureza por meio de fenômenos como tsunamis, terremotos, secas, enchentes etc., quando tentam submetê-la a caprichos de poucos em detrimento da maioria; daí não confundir a mansidão como cultura original desta terra.
Sendo que sua verdadeira cultura é da coisa comedida, equilibrada e tranqüila por possuir tudo o que de necessário possa haver para a vida. De quem não precisa se desesperar para garantir o amanhã, pois dotado de toda riqueza possível e imaginável o amazônida é a nova referência para o mundo. Isto se a luta de LFP e do MXV for absorvida como cultura, pois para que esta seja verdadeira há que se impor e não, ao contrário, ser imposta.
Portanto, tanto a luta de LFP e do MXV é de autodefesa. Não é ataque puro e simples, aliás, nem se deve falar em ataque e sim em reação, pois, para quem possui como único bem a vida em condições de extremo perigo, sua defesa será – óbvio – descomunal. Como assim também o faz Lúcio em favor da verdade.
Aliás, é de imperiosa necessidade perceber que um povo sem cultura é um povo sem sonho para sonhar... È algo anencéfalo. E seguir o rio vale mais que seguir o boi, como seguir a verdade é mais importante que seguir a “santa”.
* Coordenador do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br/Tel.: (91) 8363 6720
Icoaraci – Belém – Pará
Quem desfruta do “paraíso”, jamais precisará de ilusões para satisfazer suas necessidades. È só estender a mão e apanhar o que é de seu interesse, o que tende a fazer com que a avaliação sobre quem vive nessa condição seja de pessoas indolentes, como o corre ao amazônida. Mas isso é coisa que nunca se confirmou e, agora, a verdadeira característica da região se apresenta a contragosto de muitos que pejorativamente tratam os nativos.
Não há como negar que a região amazônica detém tudo o que até hoje foi, é e será vital para a existência da humanidade. E a ciência, como marco das relações entre os povos e pensada como algo distinto da natureza perde tal distinção ser atentarmos que ela é sua linguagem refinada, escapando, por isso, aos cânones vigentes nas academias, se firma como mais uma das riquezas da Amazônia. Portanto, o povo amazônida trabalha e toma “ciência” do fato à sua maneira.
Sendo coerente tal raciocínio, o que leva o povo desta banda ser taxado de maneira depreciativa? A explicação possível é a de que aqueles que aqui chegaram como colonizadores (invasores), tangidos pela pobreza ambiental (e econômica) de seus países, impuseram um sacrifício a quem não necessitava, justamente por possuir as condições fundamentais para manter a si e aos seus. Os índios eram considerados preguiçosos por não se submeterem ao sacrifício, sendo, então, os negros que ocupariam a degradante condição social da escravidão - ora, ao amazônida não cabe a culpa pela miséria de outros povos.
Ocorre que a maneira depreciativa foi a forma encontrada para sufocar, no nascedouro, a cultura original da terra e a introdução da religião Católica e do gado bovino, foram os grande baluarte colonialista a impedir a cultura nativa, relegando-a ao esquecimento.
O boi-bumbá, as festas da quadra junina e, sobretudo, o Círio de Nazaré são as maiores manifestações culturais atualmente. Ou seja, a cultura ao touro (minotaurocultura) somada à ideologia religiosa em nada representam a cultura amazônica em sua originalidade, que tem na culinária e na música (carimbó), a primeira comercialmente e a segunda, numa pálida aparição, sua referência.
Aliás, o povo que segue o cordão do boi é o mesmo que amanhã seguirá feito gado na corda em direção ao matadouro, como são conduzidos os bois aos abatedouros existentes nos interiores do estado.
Todavia, como dito anteriormente, a falta de força ou de estímulo para atuar no momento oportuno mostra-se falaciosa quando se observa ações individuais e coletivas, como a do jornalista Lúcio Flávio Pinto e do Movimento Xingu Vivo, respectivamente.
O primeiro, com seu jornalismo investigativo, desnuda os bastidores do poder que – diga-se – nada mais é que a sucursal da matriz colonial a impor suas vontades, fazendo este estado crescer feito rabo de cavalo: sempre para baixo. Numa, infelizmente, referência a submissão às decisões tomadas longe – e contra - da Amazônia.
Já o Movimento Xingu Vivo, com atuações enérgicas contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, onde seus integrantes se apresentam dispostos a entregar a própria vida pela causa, enterra de vez a idéia de que o povo desta terra não sabe o que quer.
E embora ambos tendam a representar extremos, o jornalista, com nuaces de erudito (elitista talvez) e o movimento, com algo de popular ao serem ferozmente perseguidos como criminosos por suas atuações, demonstram que em nada são subservientes às normas externas, logo, à cultura colonial.
Nesse sentido, tanto LFP quanto o MXV são verdadeiros “símbolos” culturais (ainda que poucos e “lentos”) para esta região e que, no devido momento, se apresentam como se apresenta também a natureza por meio de fenômenos como tsunamis, terremotos, secas, enchentes etc., quando tentam submetê-la a caprichos de poucos em detrimento da maioria; daí não confundir a mansidão como cultura original desta terra.
Sendo que sua verdadeira cultura é da coisa comedida, equilibrada e tranqüila por possuir tudo o que de necessário possa haver para a vida. De quem não precisa se desesperar para garantir o amanhã, pois dotado de toda riqueza possível e imaginável o amazônida é a nova referência para o mundo. Isto se a luta de LFP e do MXV for absorvida como cultura, pois para que esta seja verdadeira há que se impor e não, ao contrário, ser imposta.
Portanto, tanto a luta de LFP e do MXV é de autodefesa. Não é ataque puro e simples, aliás, nem se deve falar em ataque e sim em reação, pois, para quem possui como único bem a vida em condições de extremo perigo, sua defesa será – óbvio – descomunal. Como assim também o faz Lúcio em favor da verdade.
Aliás, é de imperiosa necessidade perceber que um povo sem cultura é um povo sem sonho para sonhar... È algo anencéfalo. E seguir o rio vale mais que seguir o boi, como seguir a verdade é mais importante que seguir a “santa”.
* Coordenador do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br/Tel.: (91) 8363 6720
Icoaraci – Belém – Pará
segunda-feira, 18 de junho de 2012
As Vadias
Por Luiz Mário de Melo e Silva*
No último mês de maio, as vadias sob o lema “Lugar de mulher é onde ela quiser” saíram às ruas para lutar contra a opressão histórica a que estão submetidas. Não há espaço mais simbólico para elas, onde expressam a síntese perfeita da liberdade.
Aliás, as vadias estão em qualquer lugar, pois ao tomá-las como referência para a liberdade não podemos deixar de perceber a simbiose entre a mulher e a natureza, porquanto geradoras da vida.
Vida é vadiagem, como sugere o parágrafo anterior? Não é só isso, porque é também solidão e ambas são filhas siamesas da liberdade.
E isso está impregnado no DNA psicológico de todo ser humano, pois durante algum tempo todos foram vadios e solitários quando desfrutam do paraíso no ventre materno. Obviamente que só a mulher pode, então, proporcionar uma vida livre - o que certamente é uma ameaça para aqueles, os salvadores de qualquer matiz, que se pretendem como os únicos capazes de garantir essa humana desejada condição, ensejando daí a raiz da opressão contra a mulher.
Ora, se o lugar dela é onde quiser, como diz o lema da marcha, há de se imaginar que podem estar em um puteiro, sendo - e porque não? - putas como bem é a vida, esta que em sua inexplicável condição não ilude quanto à oferta do prazer, do orgasmo, do intenso êxtase, como proporcionam as putas a quem as procura. Se enganados estão aqueles que se deleitam com elas (putas e vida), certamente devem procurar a culpa em outro lugar. Quem sabe se onde encontram-se os santos e os moralistas? Portanto, a puta tende a ser a mais honesta das mulheres que não finge virgindade, logo, não há engano – algo insuportável a qualquer um.
Do mesmo modo é a natureza que não se oferece, mas está a disposição de todos. É perfeita, porque, de todos e de ninguém, leva a humanidade sempre para o adiante, para a transformação permanente com sua dinâmica que não se submete a centro algum dominador.
Aliás, as vadias estão em qualquer lugar, pois ao tomá-las como referência para a liberdade não podemos deixar de perceber a simbiose entre a mulher e a natureza, porquanto geradoras da vida.
Vida é vadiagem, como sugere o parágrafo anterior? Não é só isso, porque é também solidão e ambas são filhas siamesas da liberdade.
E isso está impregnado no DNA psicológico de todo ser humano, pois durante algum tempo todos foram vadios e solitários quando desfrutam do paraíso no ventre materno. Obviamente que só a mulher pode, então, proporcionar uma vida livre - o que certamente é uma ameaça para aqueles, os salvadores de qualquer matiz, que se pretendem como os únicos capazes de garantir essa humana desejada condição, ensejando daí a raiz da opressão contra a mulher.
Ora, se o lugar dela é onde quiser, como diz o lema da marcha, há de se imaginar que podem estar em um puteiro, sendo - e porque não? - putas como bem é a vida, esta que em sua inexplicável condição não ilude quanto à oferta do prazer, do orgasmo, do intenso êxtase, como proporcionam as putas a quem as procura. Se enganados estão aqueles que se deleitam com elas (putas e vida), certamente devem procurar a culpa em outro lugar. Quem sabe se onde encontram-se os santos e os moralistas? Portanto, a puta tende a ser a mais honesta das mulheres que não finge virgindade, logo, não há engano – algo insuportável a qualquer um.
Do mesmo modo é a natureza que não se oferece, mas está a disposição de todos. É perfeita, porque, de todos e de ninguém, leva a humanidade sempre para o adiante, para a transformação permanente com sua dinâmica que não se submete a centro algum dominador.
Assim as vadias, no mais concreto sentido de vida, então, encarnam o que de mais prazeroso se impõe ao ser humano: a liberdade para ser e estar onde quiser. E, com isso, podem resgatar os machos da beira do abismo em que se encontram, pois enquanto construtores de mundos artificiais vivem sobre estes com pés de barro.
* Luiz Mário de Melo e Silva é Coord.do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br
* Luiz Mário de Melo e Silva é Coord.do Fórum em Defesa do Meio Ambiente de Icoaraci (FDMAI).
E-mail: luizmario_silva@yahoo.com.br
Tel.: (91) 8363 6720
Icoaraci – Belém –Pará.
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